15 de outubro de 2010

Derrotar o retrocesso neoliberal: Dilma Presidente

A União Nacional dos Estudantes tem historicamente se pautado na defesa dos interesses dos estudantes brasileiros, da Educação Pública e da soberania nacional. O faz compreendendo que a autonomia política é fundamental na luta pela construção de um país justo e soberano. Contudo, nos momentos de acirramento da luta política do Brasil, não nos furtamos de tomar posição e somarmos força ao campo mais progressista das forças políticas no país.

Foi assim na experiência da luta contra o nazi-facismo na década de 40, na campanha do “Petróleo é nosso” que culminou com a criação da segunda maior petrolífera do mundo, a Petrobras, na campanha das “Reformas de Base” na década de 60, na resistência contra a ditadura e na redemocratização do Brasil, no “Fora Collor” e na passeata de 16 de agosto de 2005 que segurou nas ruas a tentativa de golpe.

Esse ano não é diferente. Depois de um primeiro turno em que o debate não se aprofundou de forma necessária nos projetos de Nação em disputa, nesse segundo turno temos a chance de fazê-lo e interferir ainda mais no debate. Com o cenário de polarização e o assanhamento das forças políticas mais conservadoras do país, aliadas à grande mídia, faz-se necessário o nosso posicionamento.

Durante os anos de governo FHC, com Serra no Planejamento, a lógica do desmonte do Estado e as privatizações imperavam. O desafio vivido cotidianamente pela universidade pública era o de como não desmoronar. Inúmeras IFES não conseguiam custear sequer sua manutenção. A proliferação de faculdades privadas sem qualquer regulamentação que garantisse qualidade e compromisso social por parte destas foi outra marca daquele período. O atual secretário estadual de Educação de São Paulo, Paulo Renato, era o ministro da Educação do Brasil neste período em que a educação era vista pelo governo federal mais como mercadoria, de um lucrativo negócio, do que como um direito social estratégico para o desenvolvimento nacional. Essa lógica persiste com Serra no governo de São Paulo.

É esse projeto que devemos derrotar. O compromisso dos estudantes brasileiros é com o aprofundamento da Democracia no nosso país e na defesa do protagonismo do Estado brasileiro, pois somente a partir destes é possível que o povo brasileiro interfira nos rumos das políticas públicas no nosso país. Ainda, reafirmamos o nosso compromisso com o investimento de 10% do PIB na educação, impedindo que o retorno de mecanismos de contingenciamento de verbas sejam novamente utilizados como a Desvinculação das Receitas da União (DRU). Nossa disposição é fazer com que o próximo período sirva para a construção de importantes Reformas Estruturantes no Brasil, que pavimente um profundo ciclo de desenvolvimento econômico com sustentabilidade ambiental, mas que também propicie o desenvolvimento humano da sociedade brasileira.

Assim, no ambiente de polarização que se configura na atual quadra política, é fundamental que essa geração tome posição e derrote o setor conservador representado na candidatura de Jose Serra. A Diretoria Plena da União Nacional dos Estudantes, reunida na sede do Sindicato dos Professores de São Paulo - APEOESP - e na presença de lideranças estudantis de todo o país, decide indicar o voto em Dilma Rousseff no segundo turno das eleições para a Presidência da República Federativa do Brasil.

União Nacional dos Estudantes (UNE)
10 de outubro de 2010

À Nação



Em uma democracia nenhum poder é soberano.
Soberano é o povo.


É esse povo – o povo brasileiro – que irá expressar sua vontade
soberana no próximo dia 3 de outubro, elegendo seu novo Presidente e 27
Governadores, renovando toda a Câmara de Deputados, Assembléias
Legislativas e dois terços do Senado Federal.

18 de agosto de 2010

E fez-se a luz...


O que antes era neblina e frio foi transformado, subitamente, em cores e calor. O inesperado realmente acontece e por trás de um coração gelado ainda tinha uma fagulha resistente. A fagulha foi transformada em chama viva e ardente, o coração gelado começou a ser aquecido e velhas histórias já não fazem tanto sentido assim. Com a luz foi possível ver a rota que o mapa mostrava, com a luz foi possível achar o céu do meu jardim. Acho que até as estrelas enrubescem com tamanho brilho aqui da terra.

Achei que não encontraria mais esse caminho de serenidade. Acreditei que estava fadada às agruras de um jardim sem céu nem estrelas. Um mapa, que sempre esteve próximo, me apontou a rota do céu. As estrelas entraram na brincadeira e fez-se a luz no meu jardim.

Aquele coração gelado voltou a bater acelerado, voltou a desejar sonhos, voltou a tocar no ritmo de uma música ainda desconhecida, voltou a bater seguindo o compasso de outro coração. As grades de gelo e receio vão sendo derretidas cotidianamente com sorrisos e carinhos gratuitos. O inesperado aconteceu e o jardim se enche de cor e música!



5 de agosto de 2010

Sobre futebol

Entendo que o futebol é um espaço de reprodução das opressões (machista, homofóbico, racista, etc.), mas não pude fugir da boa e velha sacaneada com os torcedores do VICEtória! Ah, e também é um importante instrumento para a disputa eleitoral deste ano.






28 de julho de 2010

Quijote


Olivia Ruiz é uma dessas cantoras que me fascinou à primeira vista, ao primeiro acorde. Francesa, voz potente e figura exuberante. O álbum "La Femme Chocolat" é de uma beleza incrível e tem sido o número um na trilha sonora do dia.

Meu jardim se enche de sons, se enche dessa voz triunfante e de letras muito vivas, pulsantes. Não sou crítica de música, apenas permito que essa voz embale as histórias desse jardim encantado. Afinal, o que seria de um jardim sem música?

Entre no site de Olivia Ruiz e se delicie!

Ah, também fica aqui uma sugestão muito interessante para conhecê-la. Confesso que é uma música que me faz desejar um Quijote...


23 de julho de 2010

Partir, andar


Escolhi suas palavras de adeus. Na verdade tenho pensado nisso desde o silêncio... Enchi de música o vazio e pronuncio aquilo que você não fez. Aceito serenamente a ausência de tua silhueta em meu horizonte.


Partir, Andar

Herbert Vianna


Partir, andar, eis que chega

É essa velha hora tão sonhada
Nas noites de velas acesas
No clarear da madrugada
Só uma estrela anunciando o fim
Sobre o mar, sobre a calçada
E nada mais te prende aqui
Dinheiro, grades ou palavras

Partir, andar, eis que chega
Não há como deter a alvorada
Pra dizer, um bilhete sobre a mesa
Pra se mandar, o pé na estrada
Tantas mentiras e no fim
Faltava só uma palavra
Faltava quase sempre um sim
Agora já não falta nada

Eu não quis
Te fazer infeliz
Não quis
Por tanto não querer
Talvez fiz.

21 de julho de 2010

DIlma 13 | Wagner 13 | Pinheiro 130 | Lídice 400 | Amauri 1311 | Gilmar Santiago 13610

20 de julho de 2010

Cores Em Mim


Cada cor é uma frequência
E os olhos captam a diferença
O branco é cor sem ser cor
Que a natureza transformou
No brilho que nos cerca e nos enche a vista
Que ofusca mas que ao mesmo tempo nos paralisa
Pintando a cada segundo o dia a dia da vida
Como raios multicoloridos que me fazem pensar.

Se tivesse cores em mim
Eu daria o tom
Coloria o que não tem cor
Rabiscava o céu.

Mas tudo o que o homem toca
Se modifica ou se desfaz
Manipulando algo que não conhece
Nao sabe se é capaz
De interferir na cor
Pintando cinza em tudo o que o dia projetou.

Se tivesse cores em mim
Eu daria o tom
Coloria o que não tem cor
Rabiscava o céu.

Mas no escuro eu não fico porque eu sei o meu lugar.
Não vou me adiantar
Querendo achar a soluçâo
Se as cores sempre vem e vão

Dado Villa Lobos

30 de junho de 2010

Nota de repúdio

CARNIFICINA É NÃO DESCRIMINALIZAR O ABORTO: UM DIREITO DA MULHER, UM DEVER DO ESTADO

As Centrais Sindicais brasileiras repudiam e manifestam a sua indignação à declaração do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, que afirmou nesta segunda-feira, dia 21, durante sabatina do Jornal Folha de São Paulo, que não mexeria na atual legislação sobre o aborto. Para ele "liberar o aborto criaria uma verdadeira carnificina no país."

É lamentável que um candidato a presidência da República tenha essa postura. Ao fazer essa declaração, ele fecha os olhos para milhares de mulheres que recorrem ao aborto como o último recurso para evitar uma gravidez indesejada e não como um método anticoncepcional.

Não há mulher ou homem que defenda o direito ao aborto, que considere a interrupção da gravidez uma decisão fácil, pelo contrário, é uma decisão difícil para a imensa maioria das mulheres que precisam recorrer a ele, podendo gerar conseqüências tanto físicas quanto psicológicas.

O reconhecimento do direito das mulheres em decidir sobre sua sexualidade e reprodução é o princípio dos direitos humanos e da cidadania que substancia os direitos sexuais e os direitos reprodutivos.

Serra parece desconhecer os números apresentados pelos países onde o aborto foi legalizado e é realizado em condições seguras e adequadas. Nesses locais houve redução do número de abortos, da mortalidade materna e das seqüelas provocadas pelos abortos realizados em péssimas condições. Só para se ter uma idéia, enquanto a taxa de aborto por 1.000 mulheres é de 4/1.000 em países como a Holanda, no Brasil a estatística é 10 vezes maior: 40/1.000. E na África do Sul, país que legalizou o aborto em1997, a mortalidade materna caiu mais de 90% desde então.

Surpreende que um ex-ministro da Saúde faça uma declaração tão irresponsável como essa. Ele conhece os números do Sistema Único de Saúde. Quando Ministro da Saúde, José Serra foi pressionado a aprovar a norma técnica que assegura o acesso ao aborto legal no SUS. Ele sabe muito bem a quantidade de mulheres atendidas com hemorragia ao tentar fazer abortos em condições precárias. Sabe que a carnificina que ocorre é aquela patrocinada pela hipocrisia, pelos conservadores, moralistas, que fecham os olhos à realidade vivida por milhares de mulheres, que a cada dia, colocam suas vidas e sua saúde em risco, especialmente as pobres.

Ao utilizar o termo carnificina Serra propaga o caos e a desordem, o pânico.

Por isso, nós Centrais Sindicais, abaixo assinadas reiteramos nosso repúdio às palavras de José Serra e reforçamos o compromisso que assumimos na Assembléia Nacional da Classe Trabalhadora realizada no dia 1º de junho de 2010, onde as centrais assumiram a luta pela descriminalização do aborto e seu tratamento enquanto questão de saúde pública.

Não podemos aceitar que o Estado controle o corpo das mulheres e imponha a maternidade como um destino obrigatório a todas as mulheres.


Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil

Central Única dos Trabalhadores

Força Sindical

União Geral dos Trabalhadores

20 de junho de 2010

Raízes


Observo as montanhas e me dou conta do que há embaixo de meus pés. Sinto as raízes à flor da terra e toco meus joelhos em estruturas sólidas, estruturas que me mantém de pé. As formigas e minhocas fazem parte desse mundinho dentro de meu mundinho, dentro de meu jardim. A vida se expressa de diversas maneiras, dentre elas estão essas angústias bobas que afligem o peito.

A vida se expressa no sol e na chuva fina que agora cai. A vida se manifesta e se enraiza em meus sonhos distantes, sonhos daquelas e daqueles que anseiam a mudança. Minhas raízes estão encharcadas por suor e lágrimas, por luta e vitórias que continuo no meu cotidiano.

Minhas raízes trazem o sangue negro, o sangue dos povos originais. Minha ancestralidade se revela e pulsa viva em meu rosto, em minhas mãos, nos meus sonhos de liberdade e justiça. A minha feminilidade transborda e a energia criadora me toma a alma e o corpo.

Meu jardim foi erguido sobre essas estruturas que me forjam. A vida pulsa.