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25 de novembro de 2010

25 de novembro Dia Latino americano e caribenho de luta CONTRA A VIOLÊNCIA À MULHER


Por ocasião do Dia Latinoamericano e Caribenho de Luta contra a Violência contra a Mulher, nós, do movimento feminista, vimos a publico para expressar a nossa indignação frente à persistência e crueldade da violência contra a mulher e a falta de empenho e compromisso dos governos e órgãos competentes para reverter esta situação.

30 de junho de 2010

Nota de repúdio

CARNIFICINA É NÃO DESCRIMINALIZAR O ABORTO: UM DIREITO DA MULHER, UM DEVER DO ESTADO

As Centrais Sindicais brasileiras repudiam e manifestam a sua indignação à declaração do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, que afirmou nesta segunda-feira, dia 21, durante sabatina do Jornal Folha de São Paulo, que não mexeria na atual legislação sobre o aborto. Para ele "liberar o aborto criaria uma verdadeira carnificina no país."

É lamentável que um candidato a presidência da República tenha essa postura. Ao fazer essa declaração, ele fecha os olhos para milhares de mulheres que recorrem ao aborto como o último recurso para evitar uma gravidez indesejada e não como um método anticoncepcional.

Não há mulher ou homem que defenda o direito ao aborto, que considere a interrupção da gravidez uma decisão fácil, pelo contrário, é uma decisão difícil para a imensa maioria das mulheres que precisam recorrer a ele, podendo gerar conseqüências tanto físicas quanto psicológicas.

O reconhecimento do direito das mulheres em decidir sobre sua sexualidade e reprodução é o princípio dos direitos humanos e da cidadania que substancia os direitos sexuais e os direitos reprodutivos.

Serra parece desconhecer os números apresentados pelos países onde o aborto foi legalizado e é realizado em condições seguras e adequadas. Nesses locais houve redução do número de abortos, da mortalidade materna e das seqüelas provocadas pelos abortos realizados em péssimas condições. Só para se ter uma idéia, enquanto a taxa de aborto por 1.000 mulheres é de 4/1.000 em países como a Holanda, no Brasil a estatística é 10 vezes maior: 40/1.000. E na África do Sul, país que legalizou o aborto em1997, a mortalidade materna caiu mais de 90% desde então.

Surpreende que um ex-ministro da Saúde faça uma declaração tão irresponsável como essa. Ele conhece os números do Sistema Único de Saúde. Quando Ministro da Saúde, José Serra foi pressionado a aprovar a norma técnica que assegura o acesso ao aborto legal no SUS. Ele sabe muito bem a quantidade de mulheres atendidas com hemorragia ao tentar fazer abortos em condições precárias. Sabe que a carnificina que ocorre é aquela patrocinada pela hipocrisia, pelos conservadores, moralistas, que fecham os olhos à realidade vivida por milhares de mulheres, que a cada dia, colocam suas vidas e sua saúde em risco, especialmente as pobres.

Ao utilizar o termo carnificina Serra propaga o caos e a desordem, o pânico.

Por isso, nós Centrais Sindicais, abaixo assinadas reiteramos nosso repúdio às palavras de José Serra e reforçamos o compromisso que assumimos na Assembléia Nacional da Classe Trabalhadora realizada no dia 1º de junho de 2010, onde as centrais assumiram a luta pela descriminalização do aborto e seu tratamento enquanto questão de saúde pública.

Não podemos aceitar que o Estado controle o corpo das mulheres e imponha a maternidade como um destino obrigatório a todas as mulheres.


Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil

Central Única dos Trabalhadores

Força Sindical

União Geral dos Trabalhadores

25 de maio de 2010

Números mostram que o aborto tem que ser debatido com urgência

Às vezes, a informação é tão contundente que, García Márquez que me perdoe – começar um texto com ela é o mais impactante. Começa assim, simples e diretamente, a matéria da revista Época: “Uma em cada sete mulheres brasileiras entre 18 e 39 anos já fez aborto”. O impacto derruba da cadeira, mas faz a gente voltar rapidinho pra ler o resto. Baseada no mesmo levantamento, o Estadão completa: aos 40 anos, uma em cada cinco brasileiras já abortaram. Os números sobem de 15% para 22%. De qualquer forma, chocante, triste.

Triste porque aborto com certeza não é divertido. As mulheres não o fazem porque é bacana, apesar de ilegal, como fumar maconha. O aborto é pesado. Além da questão física, da intervenção no corpo, a maior agressão é psicológica. Difícil entender a relação da mulher com a maternidade, mas com certeza é muito forte, e tirar um filho não parece ser uma brincadeira legal.

Mas uma em cada sete mulheres faz isso. Faz porque precisa, porque pôr um filho no mundo é ainda mais complicado do que fazer um aborto, porque não está pronta para assumir a responsabilidade, porque simplesmente não quer ter um filho no momento, porque foi irresponsável, sim, mas e daí? Claro que se tem que prevenir, que é o ideal, mas e depois que vem a gravidez? E os números têm comprovado que a prevenção não está dando conta do recado.

Caso de saúde pública

Um dos dados que a pesquisa traz é que, ao contrário do que se imagina, o aborto não é feito só por mulheres pobres. O número de casos se distribui em todas as classes sociais, com mulheres de todos os perfis. A diferença é que mulheres pobres não têm acesso a tratamento decente, dependem da boa vontade de médicos que ganham mal e trabalham demais. E vai saber se não vai encontrar algum falso moralista que condene a prática e discrimine a paciente. No caso das mulheres pobres, na hora do aborto, a sorte é muito mais importante do que para as endinheiradas. E contar com a sorte é extremamente arriscado.

Ao que se conclui que o aborto é, sim, uma questão de saúde pública. É ilegal, mas é feito em larga escala. E mais da metade das mulheres que o fazem acabam sendo internadas, o que mostra a gravidade da coisa. Feito sem cuidado, sem a devida atenção médica, pode causar dor, sequelas, morte. Uma cadeia de tristeza, de sofrimento.

A Pesquisa Nacional do Aborto foi financiada pela Fundação Nacional de Saúde e entrevistou 2.002 mulheres entre 18 e 39 anos em todo o país. Tem margem de erro de 2%.

Por que o aborto deve ser legalizado

Mas mais do que se tratar de saúde pública, o aborto deve ser um direito. Como exigir que uma mulher tenha um filho que não quer? O que vai ser da vida dessa mãe? Que tipo de criação vai ter uma criança dessas?

Chega a ser cruel ter um filho sem desejar tê-lo, às vezes sem dinheiro para mantê-lo com uma vida digna, às vezes sem condições para dar o amor e atenção de que necessita.

Muita gente procura saber de quem é culpa para evitar que novos abortos aconteçam. Tem a mulher, que se deixou engravidar. O homem, igualmente responsável e raramente mencionado. O governo, que falhou nas campanhas de prevenção. O Estado, que não dá a devida assistência social – mas peraí, elas não são pobres, não é falta de dinheiro. Então, de quem é a culpa? Não sei. Mas acho que essa discussão, sinceramente, é irrelevante.

A questão é que decidir o que fazer com o próprio corpo, com a própria vida, é um direito. Não importa quem errou, importa o que vem pela frente. Aí vem aquele discursinho de que depois que fez tem que assumir as consequências. É um sétimo da população feminina brasileira entre 18 e 39 anos! Não é uma questão de irresponsabilidade, pura e simplesmente. São todas criminosas? Devemos prendê-las? Talvez deixá-las sofrer com abortos mal-feitos, já que são todas culpadas? O pai, esse pode assistir. Quando está presente.

É engraçado que muitos dos que condenam o aborto são aqueles que viram a cara para a criança pedindo esmola. Muitos são a favor da pena de morte. A mesma Igreja que acoberta a pedofilia condena o aborto.

Falso moralismo, conservadorismo, cinismo, hipocrisia, demagogia, sei lá o nome que tem. Pra mim é maldade. Ser contra o aborto é defender que uma mulher seja obrigada a ter um filho que não quer. É ruim para a mulher, para a criança e até para aquele que é contra o aborto, que, em alguns dos casos, vai ter que conviver com um jovem que cresceu sem pai, ou sem acesso a bens e serviços mínimos, ou sem amor, ou sem que os pais tivessem tempo para se dedicar para ele. Tantas possibilidades…

O certo é que tem que haver um debate. Não dá pra fechar os olhos, tem que se discutir. Porque está acontecendo, é grave, é cruel com as mulheres e fingir que não existe não resolve o problema.

http://somosandando.wordpress.com/

23 de dezembro de 2009

Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres

Em 2010, a Marcha Mundial das Mulheres vai organizar sua terceira ação internacional. Ela será concentrada em dois períodos, de 8 a 18 de março e de 7 a 17 de outubro, e contará com mobilizações de diferentes formatos em vários países do mundo. O primeiro período, que marcará o centenário do Dia Internacional das Mulheres, será de marchas. O segundo, de ações simultâneas, com um ponto de encontro em Sud Kivu, na República Democrática do Congo, expressará a solidariedade internacional entre as mulheres, enfatizando seu papel protagonista na solução de conflitos armados e na reconstrução das relações sociais em suas comunidades, em busca da paz.

O tema das mobilizações de 2010 é “Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres”, e sua plataforma se baseia em quatro campos de atuação sobre os quais a Marcha Mundial das Mulheres tem se debruçado. Os pontos são: Bem comum e Serviços Públicos, Paz e desmilitarização, Autonomia econômica e Violência contra as mulheres. Cada um desses eixos se desdobra em reivindicações que apontam para a construção de outra realidade para as mulheres em nível mundial.

Estão previstas também atividades artísticas e culturais, caravanas, ações em frente a empresas fabricantes de armamentos e edifícios da ONU, manifestações de apoio às ações da MMM em outros países e campanhas de boicote a produtos de transnacionais associadas à exploração das mulheres e à guerra.

No Brasil

A ação internacional da Marcha Mundial das Mulheres no Brasil acontecerá entre os dias 8 e 18 de março e será estruturada no formato de uma marcha, que vai percorrer o trajeto entre as cidades de Campinas e São Paulo. Serão 3 mil mulheres, organizadas em delegações de todos os estados em que a MMM está presente, numa grande atividade de denúncia, reivindicação e formação, que pretende dar visibilidade à luta feminista contra o capitalismo e a favor da solidariedade internacional, além de buscar transformações reais para a vida das mulheres brasileiras.

Serão dez dias de caminhada, em que marcharemos pela manhã e realizaremos atividades de formação durante à tarde. A marcha será o resultado de um grande processo de mobilização dos comitês estaduais da Marcha Mundial das Mulheres, que contribuirá para sua organização e fortalecimento. Pretendemos também estabelecer um processo de diálogo com as mulheres das cidades pelas quais passaremos, promovendo atividades de sensibilização relacionadas à realidade de cada local.

Para participar

A mobilização e organização para a ação internacional da Marcha Mundial das Mulheres no Brasil já começou. Os comitês estaduais da MMM estão organizando seminários de formação, mobilização e atividades de arrecadação de recursos com a perspectiva de fortalecer os próprios comitês e as alianças entre a Marcha Mundial das Mulheres e outros movimentos sociais.

Para participar da Ação Internacional de 2010, entre em contato com a Marcha Mundial das Mulheres em seu estado (liliane@gmail.com, joannaparoli@hotmail.com, tamaranew180@yahoo.com.br).

A NOSSA LUTA É TODO DIA
SOMOS MULHERES E NÃO MERCADORIA!

19 de dezembro de 2009

Vozes e Olhares no Feminino

Documentário no Feminino, apresentado dia 14 de Abril de 2007, no Encontro Nacional de Mulheres (Portugal) da Coordenação Portuguesa da Marcha Mundial das Mulheres. Este Este documentário percorre as histórias e percursos de vida das mais diferentes Mulheres que vivem em Portugal, recolhendo as suas opiniões, testemunhos e visões sobre Ser Mulher em Portugal. Foi produzido pela AJPaz em parceria com a ADRL e A.C.R.S. de Coles de Samuel e com a colaboração de diversas Associações a nível nacional. Ver mais em www.ajpaz.org.pt