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4 de janeiro de 2011

Revolta do buzu 2011 - Salvador



Estamos em plena mobilização dos estudantes baianos contra o aumento da tarifa de ônibus em Salvador. A passagem era R$ 2,30 e aumentou, no dia 02/01, para R$ 2,50. Vale lembrar que Salvador conta com a maior piada (ops!), menor metrô do mundo (tem 6Km e as obras já se arrastam por mais de 12 anos), quem esteve aqui em atividades (ou afins!) sacou que aqui só tem ônibus até meia noite. Há vários problemas estruturais e de administração. Aqui a bilhetagem é eletrônica e todo o sistema é controlado pelo SETPS (formado e controlado pelas empresas de ônibus), não há participação da população em nenhum espaço, já que não existe conselho municipal de transportes. Ninguém sabe quanto as empresas de ônibus faturam, mas acho que não vai pro salário dos cobradores e motoristas...

22 de outubro de 2010

MANIFESTO PRÓ-DILMA EM DEFESA DA EDUCAÇÃO, DA CULTURA E DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Vivemos um momento crucial para nossa democracia. Vemos uma virulenta campanha difamatória pessoal contra a candidata Dilma Rousseff. Uma campanha que parte para o pessoal com o único intuito de fugir covardemente do debate político, do confronto entre projetos para o Brasil. Nós que defendemos e militamos por: Educação de qualidade; Cultura inclusiva que respeite nossa diversidade; investimento e acesso à Ciência e Tecnologia; e por dignidade na Política, sabemos que estes são alicerces fundamentais na construção de uma nação soberana e democrática.

No governo Lula / Dilma foram criadas 14 novas universidades públicas federais e mais de 100 campi universitários no interior; milhares Pontos de Cultura e centros de inclusão digital espalharam-se pelo país; um número recorde de escolas técnicas e institutos federais de ciência e tecnologia foi implantado. O número de alunos matriculados nas universidades federais passou de 531 mil em 2002 para mais de um milhão em 2010. De 2008 a 2010 foram contratados para as universidades federais 6 mil novos docentes e 4 mil novos funcionários técnico-administrativos. Nunca o estado brasileiro avançou tanto nas políticas de Educação, Cultura e Ciência e Tecnologia. Nunca os investimentos nestas áreas foram tão significativos.

Por tudo isso, entendendo a importância desse momento para a história do nosso país, e buscando a continuidade e aprimoramento dos programas de Educação, Cultura e Ciência e Tecnologia, iniciados no Governo do Presidente Lula, nós, estudantes, professores, técnicos administrativos, artistas, cientistas e políticos, de toda a Bahia, assinamos esse documento de apoio e defesa da candidatura de Dilma Rousseff à Presidência do Brasil.

http://www.ipetitions.com/petition/dilmapresidente/

15 de outubro de 2010

Derrotar o retrocesso neoliberal: Dilma Presidente

A União Nacional dos Estudantes tem historicamente se pautado na defesa dos interesses dos estudantes brasileiros, da Educação Pública e da soberania nacional. O faz compreendendo que a autonomia política é fundamental na luta pela construção de um país justo e soberano. Contudo, nos momentos de acirramento da luta política do Brasil, não nos furtamos de tomar posição e somarmos força ao campo mais progressista das forças políticas no país.

Foi assim na experiência da luta contra o nazi-facismo na década de 40, na campanha do “Petróleo é nosso” que culminou com a criação da segunda maior petrolífera do mundo, a Petrobras, na campanha das “Reformas de Base” na década de 60, na resistência contra a ditadura e na redemocratização do Brasil, no “Fora Collor” e na passeata de 16 de agosto de 2005 que segurou nas ruas a tentativa de golpe.

Esse ano não é diferente. Depois de um primeiro turno em que o debate não se aprofundou de forma necessária nos projetos de Nação em disputa, nesse segundo turno temos a chance de fazê-lo e interferir ainda mais no debate. Com o cenário de polarização e o assanhamento das forças políticas mais conservadoras do país, aliadas à grande mídia, faz-se necessário o nosso posicionamento.

Durante os anos de governo FHC, com Serra no Planejamento, a lógica do desmonte do Estado e as privatizações imperavam. O desafio vivido cotidianamente pela universidade pública era o de como não desmoronar. Inúmeras IFES não conseguiam custear sequer sua manutenção. A proliferação de faculdades privadas sem qualquer regulamentação que garantisse qualidade e compromisso social por parte destas foi outra marca daquele período. O atual secretário estadual de Educação de São Paulo, Paulo Renato, era o ministro da Educação do Brasil neste período em que a educação era vista pelo governo federal mais como mercadoria, de um lucrativo negócio, do que como um direito social estratégico para o desenvolvimento nacional. Essa lógica persiste com Serra no governo de São Paulo.

É esse projeto que devemos derrotar. O compromisso dos estudantes brasileiros é com o aprofundamento da Democracia no nosso país e na defesa do protagonismo do Estado brasileiro, pois somente a partir destes é possível que o povo brasileiro interfira nos rumos das políticas públicas no nosso país. Ainda, reafirmamos o nosso compromisso com o investimento de 10% do PIB na educação, impedindo que o retorno de mecanismos de contingenciamento de verbas sejam novamente utilizados como a Desvinculação das Receitas da União (DRU). Nossa disposição é fazer com que o próximo período sirva para a construção de importantes Reformas Estruturantes no Brasil, que pavimente um profundo ciclo de desenvolvimento econômico com sustentabilidade ambiental, mas que também propicie o desenvolvimento humano da sociedade brasileira.

Assim, no ambiente de polarização que se configura na atual quadra política, é fundamental que essa geração tome posição e derrote o setor conservador representado na candidatura de Jose Serra. A Diretoria Plena da União Nacional dos Estudantes, reunida na sede do Sindicato dos Professores de São Paulo - APEOESP - e na presença de lideranças estudantis de todo o país, decide indicar o voto em Dilma Rousseff no segundo turno das eleições para a Presidência da República Federativa do Brasil.

União Nacional dos Estudantes (UNE)
10 de outubro de 2010