27 de maio de 2009

Do tamanho do mundo!

Manchester e Barcelona passando na TV, 2x0 pro Barcelona. O tempo fechado e o início do engarrafmento em frente ao DCE da UFBA. Passei a tarde inteira na frente do computador sem produzir muita coisa. Mas, ainda assim, estou feliz e me sinto do tamanho do mundo! Ah, tô torcendo pro Barcelona levantar a taça da Liga dos Campões e pro argentino Messi ser escolhido o melhor do mundo... Amo futebol, cigarros e cachaça!

Então, estou me sentindo leve, leve de verdade. Livre de amarras, de receios, de incertezas, me sinto liberta! Hoje quero falar de amor, de minha cidade, da falta de tempo, do céu azul... Quero falar de vida, de sorte, de plenitude, de Deus!


Nem sei por onde começar... Tem um furacão de emoções bailando livremente e produzindo um monte de explosões e impulsos. Tenho vontade de gritar de tanta confusão... Confusão super do bem! Precisava me sentir liberta de tantas coisas que me consumiam a alegria característica. Gosto desse caos criador que transformei minha vida. É difícil segurar quando tudo resolve explodir ao mesmo tempo! Esse é o meu momento!


Não, não me senti sozinha nesses momentos tão complicados... Senti que precisava romper alguma barreiras e aprender a andar mais liberta, mesmo numa situação tão adversa e confusa. Sei que não foi o caminho mais fácil ou correto, mas eu precisava me provar que isso também era possível. É o processo de conhecimento... É da vida!


Esse post começou a ser escrito ontem, o jogo terminou 2x0 mesmo pro Barcelona... Parece que acordei de um estado de latência da vida... Me congelei durante uns meses e agora desperto com toda a coragem do mundo! Me sinto do tamanho do mundo. Sei que estou viva! Isso é algo óbvio, mas não para quem se recupera de processos dolorosos. Contei com muitas perdas e muitos desafios. As perdas eu tô superando, os desafios... Tô na luta!


Encontro a paz no caos... Na verdade, encontro o sopro de vida nesse caos, é o que me move! Sinto meu peito se encher de bravura e coragem diante das situações postas. Luto pelo que acredito... Meus sonhos são forjados em ideais libertadores! Já disseram por aí: Um verdadeiro revolucionário é movido por verdadeiros sentimentos de amor!


Me sinto uma gigante... Tenho o tamanho do mundo! Extrapolei as fronteiras, sobrevivi ao final de tudo. Mas, como a vida é dinâmica, sei que tudo vai começar de novo. Por enquanto me contento em saber que superei obstáculos que me pareciam intransponíveis! Me sinto vitoriosa e plena, com a tranquilidade de quem tem a alma leve, de quem sabe o doce sabor da fé!

Sou a menina atrás da flor mais bonita do jardim... Parece que a procura cessou e encontrei a flor mais bonita do meu jardim. Encontrei a flor que me liberta, que me impulsiona ao mergulho! É maior, é criador, consegue ser maior que meu mundo, maior que eu! "Me resolvi por subir na pedra mais alta, Pra te enxergar sorrindo da pedra mais alta"... O sorriso mais doce que já vi. Me desarmo e desnudo diante daquele olhar que me faz sair do eixo... Esqueço tudo, nada importa além daqueles pequenos momentos juntos. Cada segundo se faz vivo em minha memória, cada sensação, cada toque, cada afirmação, cada palavra lida de Budapeste...

2. Tenho que escolher o que detesto - ou o sonho, que a minha inteligência odeia, ou a ação, que a minha sensibilidade repugna; ou a ação para que não nasci, ou o sonho, para que ninguém nasceu.
Resulta que, como detesto ambos, não escolho nenhum; mas, como hei-de, em certa ocasião, ou sonhar ou agir, misturo uma coisa com outra.
Livro do Desassossego
Fernando Pessoa


Misturo sonho e ação... Não quero a sintonia dessas, quero as duas ao mesmo tempo! Nunca desejei tanto somente curtir os espaços vazios entre os elétrons, tem um troço fluído que preenche esses caminhos tortuosos e, hoje, me faz bailar ao som cósmico das estrelas! "Só enquanto eu respirar vou me lembrar de você, só enquanto eu repirar!"


Vou roubar o céu ensolarado que percebo mesmo em dias de chuva, esse céu azul é o seu sorriso a me iluminar, a me fazer devanear, a me colocar em estado de graça e leveza... Não sei como agir, isso é certo, mas se torna deliciosamente constragedor somente dizer o que percebo durante a plenitude que é estar a sentir tua energia. Sinto-me envolta numa aura de beleza e harmonia, me contagio com a sua alegria e curiosidade, com seu sorriso de bobo, com sua mão pequena a ostentar um anel de tucum...



Achei a flor mais bonita do meu jardim... Ela tem o doce cheiro da plenitude, ela me deu o sopro de vida necessário para o despertar. Encontrei a paz nos teus olhos, a alegria de teu riso, a tua graça a me enebriar! Saio do eixo, entro em estado de graça, esqueço todo o resto do mundo, apenas percebo a ti e me expando, chego ao tamanho do mundo!


Falo de amor, de luta, de incertezas e desafios... Descrevo meu mundo, descortino os véus das minhas emoções. Sou obsessiva e caótica, instável, mandona, romântica inveterada, gosto de tudo ao mesmo tempo e me queixo da desordem! Quem não é assim? Me sinto dona do meu corpo e de minha alma, sou do tamanho do mundo!

Continuo na busca pelos espaços vazios dos elétrons... Não é nem alegria, é energia criadora. Devastei minha floresta de emoções e hoje a reconstruo a partir de outras matrizes, de outros olhares, de outros cheiros e sabores. Não tenho mais medo da chuva, sei que o sol vem e o cheiro de terra molhada é reconfortante!


Você já "ficou no meu corpo feito tatuagem" e é um troço que eu não sei que proporção tem. Fico com a canção recorrente e a alma cheia disso das borboletas!

"E as borboletas estão invadindo
os apartamentos, cinemas e bares
Esgotos e rios e lagos e mares
Em um rodopio de arrepiar
Derrubam janelas e portas de vidro
Escadas rolantes e nas chaminés
Se sentam e pousam em meio à fumaça
De um arco-íris, se sabe o que é"

Tem um monte de citações que não tô afim de colocar, é só deixar de preguiça e ir no Google! Ah, as imagens são do www.deviantart.com

A pedra mais alta - O Teatro Mágico

Coisas da vida perdidas nos cantos da memória, nos cantos o sopro de vida. A continuidade e as certezas são ilusões... Me desprendo das amarras e vou ao encontro da pedra mais alta, do sonho mais doce, da vida bem vívida e vivida!

Isso aí foi em julho de 2007, Olinda - Pernambuco.


Me resolvi por subir na pedra mais alta... Pra te enxergar sorrindo da pedra mais alta...

Contemplar teu ar, teu movimento, teu canto. Olhos feito pérola, cabelo feito manto...

Sereia bonita sentada na pedra mais alta. Tô pensando em me jogar de cima da pedra mais alta...


Vou mergulhar, talvez bater cabeça no fundo. Vou dar braçadas remar todos mares do mundo...


O medo fica maior de cima da pedra mais alta. Sou tão pequenininho de cima da pedra mais alta...


Me pareço conchinha ou será que conchinha acha que sou eu? Tudo fica confuso de cima da pedra mais alta...


Quero deitar na tua escama. Teu colo confessionário


De cima da pedra não se fala em horário. Bem sei da tua dificuldade na terra...


Farei o possível pra morar contigo na pedra...


Quero teu sonho visível da pedra mais alta...


Quero gotas pequenas molhando a pedra mais alta...


Quero a música rara o som doce choroso da flauta...


Quero você inteira em minha metade de volta...

22 de maio de 2009

Chove chuva!

Tem coisas que é melhor não falar, escrever ou lembrar... Passei uma borracha super potente em algumas coisas e uma mega-lixa para aparar umas arestas, o resto vem com o tempo!

E a falta de tempo às vezes pede um tempo e um hiato surge sem nem pestanejar. As coisas mais importantes dos últimos 15 segundos foram caladas, não afligem mais... Tô buscando tempo pra vibrar com a leveza das pequenas coisas.

Tenho tentado me encontrar com alguma coisa que sinto ter perdido, ou melhor, nunca percebi que tinha e era. Hoje me pergunto onde escondi essas coisas, foi uma pergunta tão fácil que fiz... Só me perguntei quem eu era! Óbvio que sei quem sou, mas o que inquieta é o espaço enorme que existe entre cada uma das nuances que dizemos ser ou ter. Procuro o espaço entre os elétrons da minha identidade... Na minha mania de pôr em ordem as coisas (coisa inquietante e obsessiva), departamentei cada um dos possíveis espaços vazios (?) com peças que se encaixam... Consegui codificar um desses campos e foi essa a minha pergunta fácil: Quem eu sou nesse aspecto de vida... De onde eu venho? É maluquice, bem sei!

Estou internalizando a minha compreensão de mundo, isso dói! Quebrar paradigmas e vencer obstáculos pelo simples fato de discordar desse modo de vida cruel representa romper com estruturas consolidadas que me formaram, estou forjada nessas bases e dói romper não com o mundo, mas em como eu vejo o mundo. É como o despertar de um estado de dormência. Quando visualizo e sinto os efeitos das coisas que não acredito, sinto-me sob franco ataque inimigo. Ergo bandeiras e empunho espadas em defesa de um sonho, de ideais, de igualdade. Construo a luta e minha arena é o cotidiano, é na minha casa que modifico as relações de poder, é na minha sala de aula que edifico minha visão de mundo, é na militância que luto com o arsenal que tenho!

Os meus sonhos não morrem, são forjados em ideais libertadores!

Avante!

2 de maio de 2009

Silêncio e Liberdade

Não sentir nada por muitas vezes me deixou tensa e angustiada... Hoje não sinto mais essa aflição. Escolhi não sofrer por bobagens, mantenho minha visão e meu coração limpos diante de tamanhas injustiças. Meu silêncio me fez ouvir melhor aquilo que sinto, me livrou de temores alheios, me libertou...

10 de março de 2009

Desassossego!

2. Tenho que escolher o que detesto - ou o sonho, que a minha inteligência odeia, ou a ação, que a minha sensibilidade repugna; ou a ação para que não nasci, ou o sonho, para que ninguém nasceu.
Resulta que, como detesto ambos, não escolho nenhum; mas, como hei-de, em certa ocasião, ou sonhar ou agir, misturo uma coisa com outra.


Livro do Desassossego
Fernando Pessoa



Um dos livros mais incríveis que tive o prazer de deglutir (só assim pra externalizar!) é um não-livro que tem não-poesias que vai relatando uma não-vida. Mas será que tem tantos "não"? A graça e a magnitude de Pessoa vem carregada de ângulos oblíiquos (geometria + poesia?!) e frestas por onde entra uma luz bem fraquinha... Não há holofotes, há a vida com cheiro, cor, sabor. A poesia é construída nessa doida solidão de Pessoa e seus heterônimos. Álvaro de Campos é o meu favorito... Gosto da pegada underground dele!

Mas esse livro é um troço diferente. Posso abri-lo em qualquer página e passar horas me desvendando naquelas linhas e na imensidão de possibilidades. Pessoa me encanta por isso e por mais um monte de outras coisas... Mas essas linhas ficarão pra outra hora!

9 de março de 2009

Frase do dia:

Valente até a alma não suportar!
Liliane Oliveira

Prefiro os dois juntos!


www.malvados.com.br

Dilma, Dilma!


Tristeza, tristeza e afins

Minha fase mega-down tá chegando a seu ápice... Posso até dar uma de Poliana e perceber que agora a tendência é cair e as coisas melhorarem. Não! Estou também na minha fase mega-megera e sem piedade nenhuma no coração. Então não rola essas frescuragens de desolação e coitadinha! Merda é merda em qualquer lugar... E comigo não vai ser diferente!

Tô enxergando o mundo em tons de cinza... Pouco importa que o céu tá azul e os pássaros cantam, isso não faz nenhuma diferença pra mim. Minha vida, esta tela, este lugar que quase ninguém vem, estas coisas que não fazem muita diferença ou semelhança.

Os afins da minha tristeza... Um belo final de semana em casa comendo e libertando a mente jogando cartas. Tô virando profissional do ócio. Fumar e jogar buraco... Isso sim é coisa de profissional!

Poucas coisas fazem sentido e quase nenhuma regra se aplica a mim. Sou a confusão com membros e com uma cabeça que acha que pensa...

Chega de besteira!