3 de setembro de 2007
29 de agosto de 2007
O Último Pôr do Sol
A onda ainda quebra na praia,
Espumas se misturam com o vento.
No dia em que ocê foi embora,
Eu fiquei sentindo saudades do que não foi
Lembrando até do que não vivi,
Pensando em nós dois
Eu lembro a concha em seu ouvido,
Trazendo o barulho do mar na areia.
No dia em que ocê foi embora,
Eu fiquei sozinho olhando o sol morrer
Por entre as ruínas de Santa Cruz lembrando nós dois
Os edifícios abandonados,
As estradas sem ninguém,
Óleo queimado, as vigas na areia,
A lua nascendo por entre os fios dos teus cabelos,
Por entre os dedos da minha mão passaram certezas e dúvidas
Pois no dia em que você foi embora, eu fiquei
Sozinho no mundo, sem ter ninguém,
O último homem no dia em que o sol morreu
Lenine e Lula Queiroga
Espumas se misturam com o vento.
No dia em que ocê foi embora,
Eu fiquei sentindo saudades do que não foi
Lembrando até do que não vivi,
Pensando em nós dois
Eu lembro a concha em seu ouvido,
Trazendo o barulho do mar na areia.
No dia em que ocê foi embora,
Eu fiquei sozinho olhando o sol morrer
Por entre as ruínas de Santa Cruz lembrando nós dois
Os edifícios abandonados,
As estradas sem ninguém,
Óleo queimado, as vigas na areia,
A lua nascendo por entre os fios dos teus cabelos,
Por entre os dedos da minha mão passaram certezas e dúvidas
Pois no dia em que você foi embora, eu fiquei
Sozinho no mundo, sem ter ninguém,
O último homem no dia em que o sol morreu
Lenine e Lula Queiroga
28 de agosto de 2007
Amor de gente grande...
Amor de corpo inteiro. Um amor que transcende, transpira, transborda. Amor com mãos e pés. Com dedos, braços, pernas, barriga, pele e abraços.
Um amor que surpreende, sem nada inventar, sem precisar exagerar, sem ter que sempre entender. Simplesmente ser... preencher, existir!
Amor que não investiga, que não desconfia, que não acusa.
Amor de palavras, mas também de silêncio. Um silêncio que aquieta o coração, que acaricia a alma e alivia as dores!
Amor que esvazia, que abre espaço, que permite.
Amor sem regras, sem pressões, sem chantagens. Amor que faz crescer.
Amor de gente grande, de coração gigante, de alma transparente.
Amor que permanece. De mim para mim, de mim para você, de você para mim.
Amor que invade respeitando, que adentra acariciando, que ocupa com leveza. Amor sem ego. Que acolhe, perdoa, reconhece.
Amor que desconhece para conhecer, que nunca lembra porque não esquece! Amor que é... assim, sem mais nem menos, sem eira nem beira, sem quê nem porquê.
Simplesmente simples, despretensioso, descontraído, desmedido.
De uma simplicidade tão óbvia que arrasta, que envolve, que derrete.
De uma fluidez tão líquida que escorre, desliza, que não endurece.
Amor que não se pede, que não se dá, porque já é! Para nunca precisar procurar, para nunca correr o risco de encontrar, porque já está!!!
E o que quer que ainda possa surgir... bobagem! Apenas crescimento e aprendizagem...
Volta para casa, não se vá!
Fique, permita-se, entregue-se, comprometa-se!
Simplesmente amor... Você consegue?!?
Texto retirado do livro “Faça o Amor Valer a Pena”, de Rosana Braga – Editora Gente
20 de junho de 2007
Cartas para o ego
Escrevo cartas para ninguém
Meus devaneios tortos - só meus - só fazem sentido para mim
Meus pensamentos tortos, de palavras fáceis,
Só encontram eco em minha caverna rasa.
Escrevo minhas cartas para um ego
Um ego que se alimenta de fumaça
Da fumaça densa e escura
Produto das chamas que consomem meu mundo
Um mundo em constante transformação.
As chamas consomem tudo aquilo que achei que me pertencia
Algumas colunas e rios não são alterados
Só ganham novos tons de cinza
E são enfeitados com fuligem e poeira.
Ah! Minhas cartas para o ego
São pequenos focos de fogo
Que o sopro leve da dúvida
Transforma em incêndio sem controle
Necessário para um novo mundo
E um novo incêndio surgir.
Liliane Oliveira
Salvador, 18 de novembro de 2006
Meus devaneios tortos - só meus - só fazem sentido para mim
Meus pensamentos tortos, de palavras fáceis,
Só encontram eco em minha caverna rasa.
Escrevo minhas cartas para um ego
Um ego que se alimenta de fumaça
Da fumaça densa e escura
Produto das chamas que consomem meu mundo
Um mundo em constante transformação.
As chamas consomem tudo aquilo que achei que me pertencia
Algumas colunas e rios não são alterados
Só ganham novos tons de cinza
E são enfeitados com fuligem e poeira.
Ah! Minhas cartas para o ego
São pequenos focos de fogo
Que o sopro leve da dúvida
Transforma em incêndio sem controle
Necessário para um novo mundo
E um novo incêndio surgir.
Liliane Oliveira
Salvador, 18 de novembro de 2006
Dizer-te adeus
Decidi dizer-te adeus
Direi adeus ao silêncio
Direi adeus à distância
Direi adeus ao que criei.
Digo-te adeus, e também a mim,
Às minhas preocupações vãs
Aos meus devaneios tortos
À minha solidão quente.
Um dia, quem sabe, talvez
Folhei o meu livro de memórias
E me lembre deste dia
E dos outros dias
E dos dias que se seguiram
E me recorde tudo aquilo que não vivi
E tudo o que senti
E me pergunte ao final:
- Valeu a pena dizer-te adeus?
Liliane Oliveira
Salvador, 30 de outubro de 2006
Direi adeus ao silêncio
Direi adeus à distância
Direi adeus ao que criei.
Digo-te adeus, e também a mim,
Às minhas preocupações vãs
Aos meus devaneios tortos
À minha solidão quente.
Um dia, quem sabe, talvez
Folhei o meu livro de memórias
E me lembre deste dia
E dos outros dias
E dos dias que se seguiram
E me recorde tudo aquilo que não vivi
E tudo o que senti
E me pergunte ao final:
- Valeu a pena dizer-te adeus?
Liliane Oliveira
Salvador, 30 de outubro de 2006
25 de maio de 2007
Nem tão só
Quero ouvir a música da rua
Quero ter o cheiro do mato
Quero ver o arco-íris no mar
Vou sentir as batidas do meu coração
Num louco compasso ritmado
Vou rolar na grama e no asfalto
Vou me pintar em tons de cinza e grená
Vou tocar o céu com uma das mãos
E descortinar as janelas de minha alma
Quero sentir o doce orvalho da manhã
E vou dormir sob um manto de estrelas
Quero andar pelas ruas e descobrir segredos ocultos
Quero um beijo forte ao despertar
E um longo afago para me acalmar.
Liliane Oliveira
Salvador, 25 de maio de 2007
Quero ter o cheiro do mato
Quero ver o arco-íris no mar
Vou sentir as batidas do meu coração
Num louco compasso ritmado
Vou rolar na grama e no asfalto
Vou me pintar em tons de cinza e grená
Vou tocar o céu com uma das mãos
E descortinar as janelas de minha alma
Quero sentir o doce orvalho da manhã
E vou dormir sob um manto de estrelas
Quero andar pelas ruas e descobrir segredos ocultos
Quero um beijo forte ao despertar
E um longo afago para me acalmar.
Liliane Oliveira
Salvador, 25 de maio de 2007
9 de maio de 2007
Frase do dia:
"O amor começa quando uma pessoa se sente só e termina quando uma pessoa deseja estar só."
Leon Tolstói
Leon Tolstói
4 de maio de 2007
3 de maio de 2007
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